sábado, 29 de setembro de 2012

arara azul

Características

Nome popular: Conhecida como arara-azul, arara-azul-grande, arara-preta, araraúna e arara hiacinta. Em inglês: Hyacinth Macaw ou Hyacithine Macaw. Alemão: Hyacinthara. Francês: Ara Bleu, Ara Hyacinthe, Ara Jacinthe. Espanhol: Guacamayo Azul, Guacamayo jacinto, Paraba Azul. Sueco: Hyacintara, Större Hyacintara. 
Nome Científico
Anodorhynchus hyacinthinus. Descrita por Latham em 1790. A etimologia da palavra anodorhynchus refere-se ao bico sem dentes, de maxila sem entalhe e o nome hyacinthinus é dado pela cor, predominantemente azul.          
Classificação: 
a arara-azul pertence ao Reino Animalia, Filo Chordata, Classe das Aves, Ordem Psittaciformes, a família Psittacidae e gênero Anodorhynchus.Status: Arara-azul é uma espécie ameaçada de extinção no Brasil (MMA, 2003), Listada no Apêndice 1 do CITES (Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção) e vulnerável de acordo com a IUCN (União Mundial para a Conservação da Natureza).
Características: as araras azuis são aves sociais que vivem em família, bandos ou grupos. É difícil encontrá-las sozinha em vida livre. Elas são aves conspícuas e que apresentam certa fidelidade aos locais de alimentação e reprodução. Jovens e casais não reprodutivos se reúnem em dormitórios, que além de proteção, parecem funcionar como verdadeiros "centros de troca de informações". Estão entre as aves mais inteligentes do grupo das aves.
Tamanho: 
Comprimento: até 1 m (da ponta do bico a ponta da cauda). Sendo a maior espécie no mundo da família Psittacidae. Peso: Adulto até 1,3 kg porém filhotes podem atingir até 1,7 kg no período de pico de peso.
Coloração
: Possui plumagem na cor azul cobalto, degradê da cabeça para a cauda, sendo preta a parte inferior da penas das asas e cauda. Possui amarelo intenso ao redor dos olhos (anel perioftálmico), pálpebras e na pele nua em torno da base da mandíbula. O bico é grande, maciço, curvo e preto, formando quase um círculo com a cabeça. A língua espessa e preta chama atenção pela faixa amarela nas laterais.
Distribuição Geográfica: Antigamente comum em grande parte do Brasil, hoje é encontrada no Pantanal, abrangendo pantanal Boliviano, Paraguaio e Brasileiro, nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, bem como no norte do Brasil, nos estados do Amazonas e Pará e na região de “Gerais” que incluem territórios do Maranhão, Bahia, Piauí, Tocantins e Goiás. Infelizmente não existem informações suficientes para afirmar se as araras azuis estão formando uma população única, interligadas e cruzando entre si ou se as mesmas estão desconectadas, geograficamente separadas, formando três populações: Pantanal, Amazônia e “Gerais”. Em estudos recentes desenvolvidos pelo Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP em parceria com o Projeto Arara Azul e outros foram encontrados marcadores diferentes que sugerem uma variação na composição genética da população. Agora esses estudos estão sendo ampliados para confirmar ou não esta informação.

Habitat: Na região do Pantanal, são encontradas em áreas abertas, nas matas que possuem palmeiras, enquanto seus ninhos estão localizados na borda ou interior de cordilheiras e capões, bem como em áreas abertas para o pasto. Na região do Pará, utiliza as florestas úmidas, preferindo locais de várzeas ricas em palmeiras. Nas regiões mais secas (TO, PI, MA e BA), é comum encontrá-las em áreas sazonalmente secas, preferindo os platôs e vales dos paredões rochosos, nesta região faz ninhos em ocos de palmeiras (TO), árvores emergentes (PA) ou em falhas de paredões rochosos (PI).
 

Alimentação
: Araras-azuis são um dos psitacídeos mais especializados na alimentação constituída basicamente de sementes de palmeiras, que elas consegue quebrar facilmente com a potência do seu bico. Na região pantaneira, alimenta-se de acuri (Scheelea phalerata) e bocaiúva (Acrocomia aculeata). Na região paraense alimenta-se de inajá (Maximiliana regia), babaçu (Orbiguya martiana) e tucumã (Astrocaryum sp). Nas regiões secas, alimenta-se de licuri ou catolé(Syagrus coronata), piaçava (Attalea funifera), buriti (Mauritia vinifera) e Orbiguya eicherii. 
O local mais frequente de alimentação tem sido o chão, seja no campo ou nas proximidades das sedes de fazendas. Nestes casos, elas estão se alimentando da castanha-do-acuri, cujo mesocarpo (polpa) já foi retirado por outros animais, principalmente o gado e outros animais silvestres. No período de frutificação das bocaiúvas, elas são vistas se alimentando diretamente nos cachos.

Araras azuis comendo
frutos de acuri e bocaiúva
que tiveram a polpa limpa
pelo gado.
Foto: Luciano Candisani
Araras Azuis comendo no
chão.
Foto: Luciano Candisani
Cacho de bocaiúva.
Foto: Luciano Candisani
AA bebendo água no
Retiro Novo
Foto: Neiva Guedes

A alimentação geralmente é feita em grupos, como forma de aumentar a proteção. Sempre há um indivíduo de sentinela que, a qualquer barulho ou movimento estranho, dá um grito e todas as araras saem voando. Os horários de forrageamento são mais frequentes no início da manhã, entre 06:00 e 10:00 horas, e no final da tarde, entre 14:30 e 17:00 horas.http://ossimsemais.blogspot.com.br/

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